Lucero pegou
na mão de Fiorenzo e levo-o para cima das cataratas. Fiorenzo flutuava de
felicidade, esse era o dia mais feliz da sua vida, nunca esquecerá esse dia.
“elevado em minha mente
me segure se eu cair”
Lucero prometerá
nunca deixá-lo cair.
A vista de
cima era esplendida. As águas, o esplendor do céu, o sol refletido...
Fiorenzo
sentia-se poético e infinito. Mesmo se o céu caísse sobre eles, morreria
gritando felicidade.
Lucero
fechou os olhos por um breve momento.
“não olhe para baixo
Temos medo de altura”
Depois os
abriu e os enterrou dentro dos olhos de Fiorenzo. Havia um brilho estranho no
castanho mais lindo que Fiorenzo já tinha visto.
Lucero
soltou da mão de Fiorenzo e o empurrou. Uma dor enorme tomou conta do peito de
Fiorenzo e ele caiu sobre as águas rasas, perto das pedras, de face para cima.
Um tom leve de vermelho misturava-se na água transparente ao redor do seu
corpo. Fiorenzo boiava e olhava horrorizado para Lucero acima. Ele lia seu
pensamento.
“desculpa desapontar você...”
Lucero não
queria o ver.
“o que houve com as promessas que você fez
Antes que a correnteza leve-me?”
A água
estava clara. A situação estava muito clara. Algo estava se transformando. O
anjo Lucero se transformava num demônio. E o arcanjo Fiorenzo diluía-se na
água, como sal. A correnteza o levava. E ele continuava sangrando.
E Lucero não
queria vê-lo. Mas ainda prometeu:
"Entre todas arquiteturas e religiões eu ainda vou preferir
você!"

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